Artigo
Claudio Devecchi · Fev. 1 3min de leitura

Paciente no centro de todas as Informações - Parte 1

Quando se fala em tecnologia da informação nas instituições de saúde, principalmente nos hospitais e organizações de medicina diagnóstica, os CIO’s e a área de TI sabem muito bem que para que tudo funcione bem, é necessário que um número muito grande de sistemas e aplicações funcionem de maneira integrada.

Talvez a área da saúde seja uma das áreas mais heterogêneas do ponto de vista de negócio, pois engloba além da gestão administrativo financeira, hospitalar, clínica e diagnóstica, uma infinidade de outros sistemas, como o sistema de controle de estacionamento, de hotelaria, dos restaurantes, da recepção, de farmácias, etc. Isso sem contar os sistemas de informação das empresas terceirizadas.

Com tudo isso, é quase que impossível concentrar em um único sistema ou banco de dados todas as informações geradas durante o ciclo completo de atendimento de um paciente. É muito comum, por se tratar de sistemas, de tecnologias e fornecedores diferentes, que uma única pessoa tenha sido cadastrada facilmente em mais de dez sistemas e bancos de dados diferentes, com identificações próprias para cada um.

Considerando todo este cenário, para conseguir operacionalizar os processos, é imprescindível que as empresas tenham plataformas que promovam a interoperabilidade destes sistemas, assim como o IRIS for Health e Health Connect da InterSystems.

Em outras palavras, é preciso que os sistemas “se conversem” para que as informações geradas sejam automaticamente integradas de um sistema para outro, mantendo assim uma consistência e compatibilidade, mesmo que em sistemas e bancos de dados separados.

Ainda assim, as informações podem ser geradas e coletadas em momentos diferentes. Exemplo: Um determinado paciente passou pelo atendimento em uma clínica e neste evento foi orientado a realizar exames específicos na mesma ou em outra instituição e retornar quando os exames estivessem prontos. Além do cadastro e da coleta de informações demográficas deste paciente na clínica, foram realizados outros cadastros no momento da admissão deste paciente nos sistemas de medicina diagnóstica.

Ou seja, se levarmos em conta o processo assistencial de uma única pessoa, teremos informações pertencentes a diferentes cadastros, sob identificações e dados demográficos distintos, coletados por pessoas e de maneiras diferentes.

O fato é que se as empresas não fizerem nada para tratar especificamente desta questão, elas ficarão reféns da segregação dos dados gerados por cadastro, e não consolidados por indivíduo, independentes de quando e onde o mesmo foi atendido. Sempre terão uma visão parcial e não integral de todo o processo, tanto para fins assistenciais, quanto para quaisquer outros fins.

Cada vez mais, os gestores e profissionais de saúde sabem do valor de se ter a visão consolidada de todas as informações geradas em torno do paciente, independentes do tempo e do local, sejam elas administrativas, financeiras, comportamentais e principalmente relacionadas à saúde. Se pararmos pra pensar, nós mesmos gostaríamos de ver num único aplicativo todos os nossos dados de saúde, como os exames por exemplo, independente da instituição que nos atendeu.

Este sonho já está virando realidade em muitas instituições. Graças às plataformas de saúde como InterSystems Healthshare, e produtos como Healthshare Patient Index é possível levar a gestão de informações na área da saúde para o próximo patamar.

No próximo artigo, falaremos um pouco de como funciona o Healthshare Patient Index e de como ele é fundamental para ajudar as empresas a visualizarem o paciente como um único indivíduo e não apenas como um ou mais cadastros.

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